Feia – A história real de uma infância sem amor – Constance Briscoe

Título: Feia – A história real de uma infância sem amor
Autora: Constance Briscoe
Editora: Record
Páginas: 361

Sinopse: (retirada do livro)
Qual será o limite da maldade de uma mãe com sua filha?

Entreguei a minha fotografia, tirada na escola, para minha mãe. Ela olhava da fotografia para mim. De mim para a fotografia. Então disse: “Meu Deus, como
ela pode ser tão feia. Feia. Feia.”

Essas palavras cruéis são apenas o começo. A mãe de Constance foi sistematicamente violenta com a própria filha, física e emocionalmente, durante toda
a sua infância. Apanhando e sendo privada de comida, Constance estava tão desesperada, que foi sozinha até o Serviço Social e suplicou por proteção. Quando
isso não deu certo, tentou dar fim à vida, tomando alvejante, uma vez que era chamada de “germe” por sua mãe. Desenvolveu caroços nos seios, uma situação
médica rara para uma criança, por conta dos beliscões nos mamilos e socos desferidos pela mãe. Quando tinha 13 anos, foi abandonada em casa por sua conta
e risco: não havia gás, luz ou comida.
Entretanto, de alguma maneira, Constance encontrou coragem para sobreviver. Esta é a sua comovente — e essencialmente triunfante e inspiradora — história.
Pelo fato de ter relatado as memórias de sua infância em Feia, que já vendeu quase meio milhão de cópias em todo o mundo, Constance foi processada por difamação por Carmen Briscoe-Mitchell, sua mãe. No entanto, o júri foi unânime em reconhecer a veracidade da autobiografia, comprovada pelas cicatrizes,
testemunhos e relatos médicos. Durante o julgamento, Constance disse que decidira escrever a sua história como exemplo de superação das adversidades e porque a sua mãe não merecia o seu silêncio.

Resenha
O livro é em primeira pessoa, narrado pela própria Constance, ou como é conhecida no livro: Claire, Clear, Cleary já que descobriu que seu nome não era esse apenas quando ingressou na universidade. Ela conta sua infeliz infância com naturalidade e sem nenhum tipo de alto piedade ou drama, apenas relatando de forma simples e direta, construindo uma narrativa envolvente e leve. Fala sobre o pai, ausente e despreocupado, as irmãs com quem não pode contar em momento algum, poucos amigos, poucas pessoas que realmente a ajudaram e principalmente fala sobre a mãe, se é que Carmem Briscoe pode ser chamada de mãe. É absolutamente inexplicável para mim o que leva uma mulher a transformar a vida da própria filha em um inferno desses, e o porquê de a maior parte dos maus tratos sempre recaírem sobre Constance, por ela ser sempre quem sofria mais. Encerro aqui os meus comentários sobre a violência no livro porque o que tenho a dizer é simplesmente que isso é um grande absurdo e nada mais, não vejo mais nada que possa acrescentar fora a minha grande indignação, com Carmem, com todos os que se calaram, com a assistência social enfim , com o ser humano em geral.
Bom, muitas partes do livro não são nada fáceis de se ler, mas outras são tão impressionantes principalmente pela forma com que Constance enfrenta tudo, de queixo erguido, sem nunca deixar-se abater e essa é a grande mensagem do livro: o único que pode te impedir de fazer algo é você mesmo. Quando a mãe tirava-lhe a cama, dormia no chão; quando a mãe deixou a abandonada por sua conta e risco, arranjou mais um emprego; quando a mãe levou consigo os fusíveis da casa, comprou velas; quando a mãe levou-lhe os cobertores e o travesseiro, fez a cama com roupas. Essa é Constance Briscoe uma lutadora desde muito nova, que aprendeu a duras penas o que a vida tem de pior para depois tornar-se a primeira juíza negra a presidir uma sessão na Inglaterra.
Sem palavras para continuar, a história de Constance é linda e inspiradora, a força e a coragem de uma garota que com 13 anos tinha dois empregos para comprar comida é bem mais do que impressionante. Sem contar que ela jamais deixava de lado os estudos, apesar de tudo em nenhuma vez fraquejou ou relaxou, sempre dando o melhor de si, acreditando em seu sonho de ser advogada quando todos diziam que não conseguiria. Essa leitura foi extremamente intensa e especial. Obrigada pelos momentos e pela lição, Constance Briscoe, aqui fala uma fã.

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Um comentário sobre “Feia – A história real de uma infância sem amor – Constance Briscoe

  1. Olá Ana, bom dia!
    Já havia me deparado com o livro anteriormente e sabia, por cima, da história, mas a resenha foi um bom adicional. Realmente me parece ser uma história de superação e de perseverança, apesar das dificuldades. Fico curiosa para ler, mas acho que ficaria angustiada com o tratamento que a mãe dela lhe dispensava. Não sei, acho que é questão de arriscar, hehe.
    Abraços e ótima semana 😀

    http://confissoesdeumleitor.wordpress.com/

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